Bechara admite que o texto do Acordo vacila. Por isso, no Volp (prestes a ser publicado), tentou uma solução que preservasse a autoridade do texto oficial, sem multiplicar os problemas.
Concretamente, "para-quedas" passa a ser grafado sem hífen, "paraquedas", porque o Novo Acordo menciona expressamente esse exemplo, alegando que a noção de composição nessa palavra, "em certa medida", já se perdeu. Ninguém mais percebe que o paraquedas detém a queda do paraquedista...
O Acordo não cita a palavra "para-choque", uma vez que, provavelmente, ainda percebemos os choques a amortecer... O hífen aqui continuará firme e forte; o Volp assim o registrará. E "para-lama" também com hífen. Detalhe: os Paralamas do Sucesso nunca se preocuparam com isso.
